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mais sienkiewicz – parte 2: brought to light/friendly dictators

O primeiro trabalho em conjunto de Alan Moore e Bill Sienkiewicz, dois dos nomes mais quentes da HQ no final dos anos 80, não se deu através da Marvel nem da DC, mas por uma editora independente: a Eclipse Comics. E não poderia ser diferente, dada a natureza incendiária do material contido na antologia Brought To Light, publicada em 1988. As duas histórias que dividiam o volume divulgavam em forma de quadrinhos fatos comprovados sobre atividades ilegais do governo dos EUA, e suas intervenções não raro criminosas na política de um sem-número de países mundo afora. E a história mais impressionante, tanto em conteúdo como visualmente, era Shadowplay: The Secret Team, onde Moore e Sienkiewicz relatam a história da CIA, com especial ênfase no envolvimento da agência em uma série de guerras, golpes de estado, assassinatos políticos e tráfico de drogas. Tudo isso narrado por uma versão antropomórfica e movida a cocaína da águia americana.

No ano seguinte, aproveitando o ímpeto de Brought to Light a Eclipse lançou uma série de 36 cards intitulada Friendly Dictators, com retratos pintados por Sienkiewicz de diversos ditadores que contaram em algum momento com o apoio dos EUA, como Hitler, Pinochet, Noriega etc., incluindo nosso próprio marechal Castello Branco.

(colaboração: Adailto Bonetti)

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6 Responses to “mais sienkiewicz – parte 2: brought to light/friendly dictators”


  1. February 22, 2010 at 7:07 pm

    Às vezes paro e me pergunto: que fim levou, o quê aconteceu com essa “geração” de autores dos anos 80? Dando uma busca na net, a gente encontra trabalhos recentes, de Bill Sienkienwicz. Mas nada, absolutamente NADA que se aproxime do experimentalismo e da genialidade que o cara demonstrava anos atrás…apenas trabalhos burocráticos, ilustras e capas para Mavel/DC, que não acrescentam nada…o quê aconteceu?
    Sem falar em outros ilustradores/roteiristas, que simplesmente sumiram: Mike Baron, Mike W. Barr…
    Eu, hein?!

  2. February 22, 2010 at 10:43 pm

    Concordo com você, Nasir.
    O último trabalho que merece menção de Bill Sienkienwicz (em minha opinião) foi “Voodoo Child: The Illustrated Legend of Jimi Hendrix”, que infelizmente não foi publicado por aqui. Mesmo o trabalho dele em “Sandman: Noites sem Fim” não chegou perto de sua capacidade artística. Outro trabalho que ficou longe do que ele consegue fazer foi “30 Days of Night: Beyond Barrow”; mini em três edições lançada em 2008. Até que não começa mal (se formos comparar com as capas que ele anda fazendo), mas só piora no número 2 e 3. O terceiro número chega a ser vergonhoso, como se ele tivesse perdido toda a vontade de desenhar a história. Realmente uma pena.

  3. February 23, 2010 at 3:51 pm

    (Bom saber que não é só impressão minha…achei que estava ficando mais velho e mais rabugento que o normal…rsrsrs)

  4. February 23, 2010 at 6:20 pm

    Eu me lembro daquele one-shot do Wolverine, Fúria Interior, que a Abril publicou em 93, acho. Eu comprei só por causa da arte do Sienkiewicz, que me pareceu interessante na época, meio suja, como uma volta à época do Sombra. Depois disso só li a bio do Hendrix, e nunca mais vi nada do cara. Não imaginava que ele tinha decaído dessa forma…
    O Adailto havia comentado em outro post que a entrada de cena da colorização por computador pode ter sido uma das culpadas por estragar o trabalho dele. Será possível que esse fator tenha prejudicado outros medalhões dessa geração? Por exemplo, até hoje não sei se o Dark Knight Strikes Again do Frank Miller é feio de doer por algum motivo conceitual, ou não…

  5. February 23, 2010 at 8:36 pm

    Também me lembro dessa história (Fúria Interior) Rogério. Não mencionei porque ela não é “pintada”, mas também não achei muito legal. O trabalho dele no Sombra, que seria no mesmo estilo, ficou muito melhor, mas pior que a quadrinização de Duna e Novos Mutantes. Quanto a Dark Knight Strikes Again, reza a lenda que ele fez de forma proposital para dar uma cutucada no mercado, mostrando que uma revista não precisa ter qualidade para vender. Por um lado acho que tem sentido, pois Lynn Varley é uma excelente colorista, e, mesmo sendo seu primeiro trabalho de colorização por computador, não ficaria tão ruim. Por outro lado, Frank Miller não fez mais nada que presta depois disso. Até Sin City não manteve a qualidade da primeira história. Vejam os cenários do primeiro volume e comparem com todos os outros que vieram depois, citando apenas os desenhos. Grandes Astros: Batman & Robin é ridículo (outra crítica ao mercado? Acho que já cansou). 300 tem os personagens com “gigantismo” nos pés e mãos. E no cinema temos… Spirit (Aff…). Melhor nem comentar. Will Eisner merecia mais respeito.

  6. February 24, 2010 at 3:11 pm

    Vou confessar uma coisa: não só não me interessei em ler “Fúria Interior” na época, como já estive com essa HQ nas mãos num sebo e…nhé! Achei a arte muito suja, me pareceu apenas um trabalho do Sienkiewicz para pagar contas.

    Quanto ao Frank; sempre gostei dele, mas os últimos trampos…tsc tsc tsc…para serem fracos, precisariam melhorar muito. Parafraseando Paulo Francis (falando sobre Kenneth Branagh), talvez o Frank precise de alguns anos de ostracismo, crise conjugal, dívidas com a Receita, problemas diversos, enfim, para que seu trabalho volte a ter peso e relevância. Sei lá. Espero que sim.
    Para quem dizia nos anos 90, que a Marvel havia morrido, chega a ser amargamente irônico como o cara se acomodou, como relaxou, no pior sentido.


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