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Homem de Ferro: Crash

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A atual série de filmes do Homem de Ferro pode ser composta por 90% de animação 3D, mas a associação entre a computação gráfica e o herói enlatado não é tão recente assim. Em 1988, a Abril publicou no nº 6 da Série Graphic Novel a HQ Crash, anunciada com destaque na capa como “a primeira graphic novel gerada por computador”. Da fato, tecnicamente Crash foi apenas a primeira graphic novel do gênero, pois o mesmo Mike Saenz havia criado, 3 anos antes, a primeira HQ desenhada inteiramente com um mouse: Shatter.

Hoje em dia os computadores são parte indispensável do processo de produção gráfica dos quadrinhos, e em muitos casos a colorização é totalmente digital. Mas houve uma época em que se acreditou que as máquinas também substituiriam os lápis e canetas, como foi o caso de Crash e de outra graphic novel publicada dois anos depois, Batman: Digital Justice (sobre a qual postarei matérias em breve). Felizmente essa previsão não se concretizou…


8 Responses to “Homem de Ferro: Crash”


  1. May 25, 2010 at 11:58 am

    Fala Rogério.
    Muito bom você ter voltado a atualizar o blog.
    Lembro dessa revista. Na época realmente foi algo revolucionário. Eu ficava me perguntando como eles conseguiram produzir uma HQ inteira no computador.
    Infelizmente o computador continua avançando na parte artística dos comics. Arte final digital já é uma realizade (Grandes Astros: Superman), assim como todo o desenho de uma revista apenas com o tablet (Demolidor – Pai). Em ambos existem desvantagens. No primeiro a qualidade da arte final ficou aquém do que poderia ter sido, e no segundo o artista perde uma fonte extra de renda, que é a venda dos originais.
    Espero que essa moda não pegue, basta as cores, em sua maioria, todas iguais e com paletas mal escolhidas destruindo os desenhos.

    Abraços

    • May 25, 2010 at 6:17 pm

      Olá Adailto
      Obrigado pela paciência! Vou ver se consigo retomar o ritmo das postagens, agora que o semestre está chegando ao fim.
      Eu não li esses dois exemplos que você citou, mas pelas imagens que achei nas interwebs dá pra ver que em termos de cor ambos sofrem do excesso de degradês que assola os quadrinhos colorizados digitalmente, o que deixa tudo com cara de aerógrafo. Já quanto aos traços, eu não vejo grandes problemas no uso de tablets, já que estas são uma ferramenta mais “transparente”, contanto que o artista tenha uma certa prática. Melhor que desenhar tudo com o mouse, como no caso da Shatter… De qualquer forma a diferença está no talento do sujeito, por mais óbvio que isso soe. Eu me lembro de quando o Dave Mckean começou a usar computador… ele deu umas belas derrapadas no começo, mas assim que aprendeu a dominar as ferramentas não acho que a arte dele tenha decaído. É claro que perdeu-se aquele efeito como-é-que-ele-fez-isso?! das primeiras capas do Sandman, mas eu ainda acho que o resultado final de uma imagem bela e eficiente é mais importante do que o virtuosismo da sua produção…
      Abraço!

      • May 25, 2010 at 11:45 pm

        Olá Rogério,
        Não sou contra o uso do Tablet; Eu mesmo tenho um. O que não gostaria que acontecesse é que virasse modinha assim como a colorização.
        Concordo quanto você fala que depende do talento do artista.
        Os desenhos do Joe Quesada na mini do “Demolidor – Pai” ficou exatamente igual ao seu trabalho com lápis, a questão é que acaba virando tendência e atraí todo tipo de profissional, os bons e muita gente ruim.
        Particularmente não gosto do trabalho do Dave Mckean na fase digital. Seus trabalhos anteriores como Orquídea Negra, Violent Cases, Cages, as capas para Sandman, a história que ele desenhou para a revista Hellblazer… foram todos espetaculares, e acho que parte do brilhantismo de seu trabalho foi perdido com o computador, embora feito com muita competência.
        Veja por exemplo a pintura digital, mesmo quando o artista é excepcional fica tudo muito igual. Bonito de se ver, mas sem identidade.
        Sei lá cara. Adoro computador, internet, tecnologia como um todo, mas acho que na arte ela fez com que os artistas dessem um passo para trás.
        Grande abraço.

  2. 4 Mari
    May 25, 2010 at 6:29 pm

    Concordo muito com o Adailto.
    Em alguns casos a tecnologia não ajuda em muita coisa mesmo…
    Mas eu achei que as novas HQ’s da Panini, na Revolução que fizeram, ficaram muito interessantes.
    Achei que retiraram o que muitos não liam, ficou um material muito mais conciso e gostoso de ler.
    O que achou?!

    Abraços!

    • May 26, 2010 at 12:01 am

      Olá Mari.
      Sou colecionador de HQs a muito tempo. Acompanhei todas as mudanças da Abril e a chegada da Panini. Aliás, com um trabalho belíssimo em seus primeiros meses. Assim como a Abril, não tardou para mudanças serem feitas para adequar as revistas ao mercado. Em fevereiro deste ano parei de comprar as revistas de banca da Panini, não por não concordar com a “revolução”, mas por problemas financeiros (leia-se desemprego). Acredito que pode ser algo positivo, mas acho que eles se perderam nas justificativas. Alguém leu a entrevista do Hélcio de Carvalho no Omelete?
      Para mim ele falou, falou, falou e não falou nada.
      Preços menores para atrair novos leitores, mas várias revistas custando muito mais caro. Estranho não?!?!
      E porque reduzir o número de páginas ao invés de colocar um mix que valha a pena ler de cabo a rabo?
      Será que nas dezenas de revistas publicadas pela Marvel no EUA não têm o suficiente com qualidade para eles refazerem os mixes sem mexer na estrutura?
      Ainda sou um apaixonado por HQs, e desejo boa sorte a Panini, embora seja difícil acreditar na relevância dessa “revolução”.
      Abraços.

  3. May 27, 2010 at 5:47 pm

    Oi Adailton!
    Coleciono HQs a algum tempo também e li o que disse sobre o comentário da Mari acima.
    Trabalhei por algum tempo em uma revista na editora Abril. Uma época resolvemos fazer mudanças na revista, reformulamos praticamente todo o conteúdo e alguns fãs reclamaram, fizeram comunidades contra, mil e uma revoluções. Depois de um ano a revista vendia muito mais do que em todos os anos e as pessoas passaram a ve-la com outros olhos, vendo o conteúdo, o contexto, capa, design…
    Acredito que essas reformas acontecem pra melhorar, pois nenhuma editora quer descer de onde está. Eu gostei da mudança, principalmente depois de folhear e tentar entender.
    Beijos

  4. July 15, 2013 at 11:47 pm

    00 but collect up to six issues of a series
    in single paperback book. Such shows are usually called “comic-cons”
    and many of them take place each year across the nation.

    Not to mention how many jobs will be lost by having everything on the internet.

  5. November 24, 2013 at 12:37 am

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