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novos ingleses – ilustrada, janeiro de 1989

 

novos ingleses, ilustrada, 1989

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Imagino que eu não fui o único leitor de quadrinhos que, no início de 1989, tendo recentemente descoberto o trabalho de Alan Moore e ainda considerando-o o futuro da HQ, se surpreendeu com o título dessa matéria de André Forastieri. Afinal, para quem não tinha acesso a revistas importadas a percepção do panorama mundial dos quadrinhos ainda era moldada pelos conselhos editoriais da Abril, Globo e, em escala mais restrita, da revista Animal, e a maioria dos nomes e personagens citados aqui eram completos desconhecidos. Aliás, esse é um dos motivos pelo qual a cobertura jornalística do boom dos quadrinhos ocorrido na época foi tão importante: era através de matérias como essa que muitos de nós ouviam falar pela primeira vez de autores que só viriam a ser publicados no Brasil anos mais tarde. Caso de alguns dos ingleses que aqui aparecem desdenhando do Bruxo Barbudo, como Jamie Hewlett, hoje mais conhecido como co-criador da banda-cartoon Gorillaz, e cuja personagem Tank Girl apareceria pela primeira vez nas páginas da Animal já nos anos 90; e Grant Morrison, que passaria a se tornar conhecido entre o público brasileiro de HQ após a publicação da graphic novel Asilo Arkham, no final de 1989, e de sua série de histórias do Homem-Animal, no ano seguinte.


3 Responses to “novos ingleses – ilustrada, janeiro de 1989”


  1. 1 Adailto
    December 26, 2010 at 9:49 pm

    Fala Rogério.

    Muito bom você ter colocado novas postagens. Sempre dou um “pulo” por aqui para ver se tem coisa nova.
    Sobre a matéria… é engraçado o que essa escritora falou sobre Alan Moore em 1989. Hoje, mais de vinte anos depois, ele continua inovando e produzindo enquanto 1 em 1.000.000.000 de pessoas, talvez, saiba quem é Myra Hancock. Sou das antigas e ainda acho que Alan Moore é insuperável. Adoro Neil Gaiman, Frank Miller, Mark Millar, Bendis, Kazuo Koike, e outros bons escritores, mas ninguém chegou na excelência de Alan Moore, esse “…hippie de meia-idade, fora de sincronia com o tempo em que vive.”
    Quanto ao Grant Morrison, o que posso dizer? Fico feliz por ele, em 1989, não querer ser o “próximo Alan Moore”, por que ele não chegou nem perto. Grant Morrison sempre escreveu para ele, sem se preocupar se suas histórias seriam compreendidas ou não. Na maioria das vezes não eram, e isso o tornava um “bom escritor”. Vinte anos depois ele continua fazendo as mesmas coisas e escrevendo para ele. Se aposentasse a caneta não faria falta. Vida longa a Alan Moore.

    • December 28, 2010 at 4:56 pm

      Olá Adailto, obrigado por continuar conferindo o blog, mesmo com o ritmo atual de postagens…
      Essa matéria é curiosa mesmo, principalmente levando em consideração que o status do Moore só se fortaleceu ao longo dessas duas décadas. Mas eu acho que esses depoimentos no geral eram coisa de moleque mesmo, essa coisa natural de se opor à geração anterior pra afirmar a própria identidade.
      Eu até que gosto do Morrison, ainda que ele não faça parte de meu “top 5”. Li todos os Invisibles e curti bastante, assim como o Seven Soldiers, mas reconheço que ele é um desses autores, junto como o Warren Ellis, que possuem uma série de obsessões e às vezes deixam que elas entrem em conflito com a tarefa de se contar uma história. Ainda assim eu prefiro um escritor obcecado e irregular do que um simples “operário” do texto…
      De qualquer forma, a vantagem do Alan Moore é que ele consegue conciliar suas pirações pessoais com uma habilidade narrativa impecável, e é por isso que ele ainda é imbatível.

  2. January 5, 2011 at 7:37 pm

    Eu sou fã tanto do Moore quanto do Morrison e acho que os dois estão entre os melhores escritores da atualidade.
    E é bem como você falou, Morrison não consegue separar suas viagens internas do ato de escrever hqs.
    Apesar de Alan Moore ter feito hqs bem ruinzinhas, como a série do Violador e Lost Girls, ele ainda é praticamente insuperável, como pode ser visto nas hqs Promethea e Supremo, que é uma grande homenagem ao Homem de Aço.
    Até mais.


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